sábado, 23 de fevereiro de 2013

Imprensa abriu mão de fazer jornalismo

Gabriel Bonis, na revistaCartaCapital:

Na cobertura do julgamento do “mensalão”, o jornalista Paulo Moreira Leite foi uma das poucas vozes dissidentes na imprensa brasileira. Em seu blog, então hospedado no site da revista Época, o ex-diretor de Veja, Diário de S.Paulo e da própria Época, cobriu o tema, em suas palavras, de forma “crítica e desconfiada”, evitando o tom meramente condenatório sobre os réus e analisando também as contradições do Supremo Tribunal Federal no caso. “A maioria dos veículos de comunicação abriu mão de fazer jornalismo durante o julgamento e cobriu como se não tivesse mais nada a ser demonstrado”, diz a CartaCapital nesta entrevista. “Esse tipo de senso crítico [ao julgamento] tem valor quando se baseia em fatos, não tem a ver com ser do contra ou a favor.”

Dilma cede diante dos barões da mídia


Do sítio do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC):
 Nota pública: governo federal rompe compromisso com a sociedade no tema da comunicação:

A declaração do secretário-executivo do Ministério das Comunicações, no último dia 20, de que este governo não vai tratar da reforma do marco regulatório das comunicações, explicita de forma definitiva uma posição que já vinha sendo expressa pelo governo federal, seja nas entrelinhas, seja pelo silêncio diante do tema.

Merval e Ayres: simbiose ideológica


Por João Brant, no jornal Brasil de Fato:

Merval Pereira, colunista do jornal O Globo e da Globo News, acaba de lançar um livro sobre o mensalão. Quem escreve o prefácio? Carlos Ayres Britto, ex-presidente do STF. O fato de Ayres Britto ter aceitado escrever já é simbólico, mas pior é o que ele escreve sobre Merval: “cidadão full time e conscientemente postado no píncaro da devoção à causa pública, entregou-se à corajosa missão de escrever os artigos, na presciência de que a Ação Penal 470 sinalizava uma virada cultural de página no nosso país”.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Aécio listou os erros do PSDB

Por José Dirceu, em seu blog:

Ao denominar de "13 fracassos petistas" o discurso com que saiu, ontem, em campanha ao Planalto, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) bem poderia chamá-lo, também, de "13 erros tucanos", já que seu pronunciamento não passa de um amontoado de equívocos em relação à realidade brasileira nestes 10 anos de governos federais petistas. É, ao mesmo tempo, miragem-confissão da maioria das falhas cometidas, de fato, pelos próprios tucanos nos oito anos em que estiveram no poder.

A festa do PT vista do lado de fora


Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:
 Quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013: este dia vai ficar marcado no calendário político pela festança do PT em São Paulo, para comemorar os 33 anos do partido e 10 de governo, e também por ter dado largada à corrida da sucessão presidencial.

No mesmo dia, o tucano Aécio Neves, que ainda não assumiu a sua candidatura, saiu das sombras e resolveu fazer um contraponto ao listar "os 13 fracassos dos governos do PT", sem dar nenhuma pista sobre quais são os projetos da oposição para o país.

Avanços da união latino-americana

Editorial do jornal Brasil de Fato:

A exploração imposta pelo colonizador europeu na América Latina deixou como herança profundas desigualdades sociais. Caio Prado Jr. denunciou a atualidade do passado colonial que se materializa e se reproduz nas estruturas da sociedade brasileira através do latifúndio, da superexploração da força de trabalho, da industrialização dependente, do caráter antinacional e antipopular da classe dominante brasileira, da desvalorização dos elementos da cultura nacional e popular etc. Mesmo referindo-se à formação social brasileira, podemos afirmar que esta caracterização é válida, com variações pontuais, para toda a América Latina.



Breno Altman arejou o "Entre Aspas"


Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:
 
Jamais assistiria a Entre Aspas, ou a qualquer programa da Globonews, não fosse em circunstâncias especiais. O tempo é escasso e tenho que administrá-lo.

Mas elas, as circunstâncias especiais, se apresentaram.
Mauro, do site Causa-me Espécie, postou um comentário no Diário no qual falou de Entre Aspas sobre Yoani Sanchez. A jornalista Moniva Waldvogel intermediava, aspas, as opiniões conflitantes entre Breno Altman, editor do site Opera Mundi, e Sandro Vaia, ex-diretor do Estadão.

Yoani, dissidente de luxo


Por Leandro Fortes
Primeiro de tudo: foi um erro dos manifestantes baianos impedir a exibição do documentário, ou seja lá o que for aquilo, do tal cineasta de Jequié, Dado Galvão, em Feira de Santana. Não que eu ache que dessa película poderia vir alguma coisa que preste, mas porque praticar sua arte – seja genial, banal ou medíocre – é um direito inalienável de qualquer cidadão brasileiro.
Ao impedir o documentário, os manifestantes estão ajudando a consolidar a tese adotada pela mídia de que os que são contra a blogueira Yoani Sánchez são, apenas, a favor da ditadura cubana. Fortalece, pois, esse reducionismo barato ao qual a direita latinoamericana sempre lança mão para discutir as circunstâncias de Cuba.

A esquerda arcaica contra Yoani


Por Cynara Menezes 
Tão risível quanto achar que aqueles meninos militantes de movimento estudantil que fizeram os protestos são “orquestrados por Cuba”, como perpetraram alguns jornalistas brasileiros, é achar que é culpa dos Estados Unidos que Yoani Sánchez, uma mera blogueira, tenha se tornado a principal voz da oposição ao regime dos Castro. Sorry, mas a história não é bem essa.
Imaginem se eu, aqui no meu blog, começasse a falar mal do Brasil (como, felizmente, estamos livres para fazer em nosso país). Que não existe liberdade de expressão, que a internet é lenta, que as pessoas não podem protestar na rua livremente, que as condições de vida no país são precárias, coisas do tipo. Daí o governo Dilma Rousseff começa a me perseguir. Vigia meus passos e me impede de sair do país, por exemplo, o que passo a denunciar com frequência. O que aconteceria? Obviamente eu, uma simples blogueirinha, me tornaria cada vez mais conhecida. Viraria a vítima do governo de esquerda mau.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Breno Altman entre os lobos da direita


Por Rafael Braga
A passagem de Yoani Sanches tem provocado uma grande tempestade política. Ontem, no programa “Entre Aspas”, da Globo News, a jornalista Mônica Waldvogel tentou mediar um debate entre o jornalista Sandro Vaia e Breno Altman, editor do site Opera Mundi, um dos poucos dedicados a cobertura do noticiário internacional, o debate foi quente, ambos pareciam ter certeza e justeza de suas opiniões e Mônica teve uma certa dificuldade em manter um bom ritmo.